sexta-feira, 13 de junho de 2008

.... quANDO ?.....

Quando vai nascer?
Qual é a importância desta data?
Mas, como se determina a tal "data provável" do parto?

Será que existe um
.... "relógio biológico" ....
durante a gravidez?

Ora, antes da mais, a data provável do parto (DPP)
é uma referência e
não uma "ordem" ou "sentença para n
ascer"...
Sabe-se que a duração da gestação varia segundo as características da mãe e do feto e que caracterização do último período menstrual da mãe pode por vezes ser imprecisa....

Já anteriormente tínhamos dito que o cálculo da DDP tem a vantagem de determinar a IG (idade gestacional).

A idade gestacional (IG) é definida como o tempo que decorreu entre o primeiro dia da última menstruação (DUM) e a data actual, medido em semanas e dias.

Este cálculo dá-nos o intervalo de tempo durante o qual a mulher está efectivamente sem ocorrência de menstruação
( O "tempo" DE AMENORREIA )
o qual pode não coincidir com a confirmação ecográfica
( ... da idade gestacional e ... da data prevista para o parto...)

Subjacente a este cálculo estão as premissas de que a mulher tem ciclos menstruais regulares de 28 dias, e que terá ovulado e, portanto, concebido ao 14º dia do seu ciclo. É aqui que começam as variações, já que a duração do ciclo menstrual normal pode ser bem diferente. Se uma mulher tem ciclos de 35 dias, a sua ovulação ocorrerá provavelmente ao 21º dia do ciclo e essa diferença de sete dias (ou seja, uma semana) terá de ser acrescentada aos 280 dias de duração provável da gestação, já que a concepção, no seu caso, foi mais tardia

Ora, a duração da gravidez
( e consequentemente
a DPP),
tendo
por base a DUM
é, em média
, de :
  • 280 dias ou 40 semanas,
  • 10 meses lunares (de 4 semanas) «contagem das luas» das nossas avós estava bem próxima da verdade! ou
  • 9 meses solares e 7 dias.

desta forma
é confuso



É certo que a gravidez se inicia a partir da fecundação do óvulo, mas é praticamente impossível saber o momento exacto em que tal ocorreu, assim como o é também a identificação correcta da ovulação. Daí o termo "provável" associado à data calculada para o nascimento....

Como se calcula a data provável do parto**?

seguramente com a sua colaboração! Tem que saber a DUM

  • o 1º dia da última menstruação + 280 dias = DPP(A regra de Naegele)
(Por exemplo: o 1º dia da última menstruação foi 2o/12/2007 »»» a DPP= 27/9/2008)

Existe uma regra simples para este cálculo, que consiste em
acrescer à data da menstruação 7 dias e
diminuir depois 3 meses.

Parece ainda confuso? Talvez com o seu exemplo .... seja mais fácil....

Imagine então que menstruou pela última vez dia 20 de Março de 2008 (20/03/2008), ou seja a DUM = dia 20; mês 03 ; ano 2008

a sua data provável do parto será dia 27 (acresce 7 dias a dia 20) de Dezembro (Março, mês 3, menos 3 meses) de 2008. A data da última menstruação permite definir qual o seu tempo de amenorreia ou idade gestacional (tempo de duração da sua falta menstrual), que lhe será referida em semanas.

  • é importante perceber se os seus ciclos são regulares e qual a sua duração habitual. Isso vai condicionar a «exactidão» da data prevista. Se tiver ciclos longos, a sua ovulação será mais tardia e, como tal, a concepção terá ocorrido mais tarde e, embora pelas regras estabelecidas se mantenha a mesma data, o seu médico vai explicar-lhe que é possível que ela seja efectivamente mais tardia. O inverso ocorre se os seus ciclos são inferiores a 28 dias. Se são irregulares, o médico poderá ter de se socorrer de outros métodos para tentar encontrar de forma mais aproximada a data provável do parto, já que o momento da sua ovulação pode ser muito variável. Este é também o caso quando engravida no mês seguinte à suspensão da toma do seu contraceptivo oral («pílula») ou durante o período da amamentação.
  • Mediante a realização de uma ecografia na fase inicial da gravidez é possível aferir o cálculo da data provável do parto com um erro inferior a 3-4 dias. Para tal é necessário que a efectue até cerca das 16 semanas de gravidez ou, pelo menos, na primeira metade da gestação, já que, quanto mais tardia, maior poderá ser aquele erro. Assim, a medicina moderna encontrou uma forma de contornar as dificuldades encontradas nos casos referidos de dificuldade de estabelecer o momento da ovulação. Caso a ecografia revele um tempo efectivo de gestação diferente do tempo de amenorreia, haverá lugar a uma correcção da sua verdadeira idade gestacional, desde que essa diferença seja significativa. Imagine que no dia da ecografia teria 12 semanas em tempo de amenorreia, mas a avaliação do feto indica que a sua gestação tem sim 11 semanas; neste caso vai haver uma correcção da sua idade gestacional (menos uma semana) e da data provável do parto, que passará a ser afinal uma semana mais tarde!

· Quando a data da última menstruação não é conhecida e não foi realizada ecografia, ou esta é muito tardia, o médico terá de se socorrer de métodos mais grosseiros, muito pouco fidedignos, como sejam o dia em que o teste de gravidez foi positivo, a dimensão do útero ou o momento em que a grávida começou a ter percepção dos movimentos fetais.

  • a DPP "dá informação" para classificar a gravidez?
para facilitar a sua orientação, analise este gráfico*:



"Em aproximadamente 20% dos casos, observa-se discordância entre a idade gestacional calculada pela DUM e aquela estimada pela ecografia. O exame ecográfico é mais preciso para a avaliação da idade gestacional (quando efetuado precocemente). Quanto mais precoce o exame, mais precisa esta avaliação. Nesses casos, se a idade calculada pela DUM se situar dentro da margem de erro da estimativa ecográfica (aproximadamente ±1 semana no 1° trimestre da gravidez, ±2 semanas no 2° trimestre da gravidez e ±3 semanas no 3° trimestre da gravidez) ela é aceite como correta. Caso contrário, utilizamos a idade ecográfica para a datação da gravidez." *


fontes:
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Gravidez_humana

**http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=785979&div_id=3619

ZIEGEL, E.; CRANLEY, M. S.(1996) Enfermagem obstétrica. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan

Mendes, Mário Luis (1991), Curso de Obstetrícia. 1ª ed.Coimbra: Centro Cultural da Maternidade dos HUC




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calculadora da gravidez