sexta-feira, 13 de junho de 2008

AfecTOs .... caNtinHos de emoções e fantasias



nO caNtinHO da gravidez,

quantos bebés existem?

Todos sabemos que um bebé não pode existir sozinho:

ele é parte integrante e essencial de uma relação.

Esta dupla mãe-filho (ou tríade pai-mãe-filho)

tem que ser encarada como uma só unidade,

a qual requer uma abordagem transdisciplinar.

Se nos dispomos a falar do Bebé NO SEU DIREITO DE SER,

chegamos à conclusão

que temos de falar do bebé e de mais alguém;

não é lógico por isso falar de um só indivíduo.


Vários autores consubstanciam esta perspectiva

(Brazelton, Cramer, Winnicott, Sander,...).


Por isso, todos os que se ocupam de bebés saudáveis e em risco, podem beneficiar do conhecimento das emoções e fantasias dos pais.

Para os futuros pais,

3 bebés comparecem

na altura do nascimento:

1. O filho imaginário, dos seus sonhos;

2. O feto invisível, mas real, cujos ritmos específicos e personalidade se foram

evidenciando cada vez mais ao longo de vários meses da gravidez;

3. estes 2 aparecem ao lado do verdadeiro bebé recém-nascido, que eles

podem ver, ouvir e acariciar.



Assim, a vinculação ao bebé acabado de nascer

alicerça-se em relações anteriores

com o filho imaginário e com o feto em desenvolvimento,

que fizeram parte

integrante do universo dos pais

durante 9 meses.

Estas cerca de 40 semanas de gravidez

dão aos pais a oportunidade

de se prepararem

em termos físicos e também psicológicos.

Em verdade, todos os pais esperam

ser capazes de proteger a nova criança

das suas próprias sensações de inadaptação e ou dos "fracassos"

nas suas próprias vidas.

Com este desejo mágico

de ultrapassarem as suas incapacidades,

os futuros pais consideram-se

educadores perfeitos, positivos,

prontos a educarem

o filho perfeito.

Mas este sentimento de quase omnipotência,

vem ensombrado de múltiplos receios,

medos ancestrais que acompanham

a realidade da vivência da gravidez,

e a vivência do parto em meio hospitalar.

Sabemos que

apesar desta fantasia mágica do bebé perfeito,

todas as mulheres admitem a possibilidade

de ter um filho deficiente,

e que o parto possa correr mal.

Provavelmente, o acesso a uma vigilância da gravidez

com o recurso a ecografia fetal,

ajuda a diminuir esta possibilidade,

mas não a elimina totalmente.

Sabemos também

o quão importante é o confronto com o bebé real,

e a influência determinante

que pode ter o trabalho de parto em meio hospitalar

na promoção da vinculação.


.... brevemente, continuaremos este assunto ....


Até lá, pensem no seguinte:

  • Como IMAGINO o nascimento do meu bebé?


  • O que GOSTARIA que acontecesse?


  • Como o posso CONVIDAR A VIR para o meu colo?


  • Como me posso PREPARAR?





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