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terça-feira, 2 de março de 2010

o Sorriso do feto

Sabia que o Sorriso do feto vai ser estudado?


Investigação do Laboratório de Expressão Facial da Emoção



 As causas e funções do sorriso do feto humano dentro do útero materno vão ser estudadas pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.



"Já provámos que, a par da amamentação e do sono, o sorriso é um dos principais organizadores do psiquismo humano", explicou, em comunicado enviado à imprensa, Freitas-Magalhães, director do FEELab/UFP.




O especialista lembra que já foram desenvolvidas "linhas de investigação sobre o sorriso humano ao longo de todo o ciclo vital, desde o nascimento até à morte", mas existe "uma curiosidade enorme em perceber o alcance do sorriso durante a gravidez".




O objectivo desta nova linha de investigação, que tem uma duração prevista de 5 anos, é perceber "a natureza funcional daquele fenómeno", monitorizando o maior número possível de mulheres grávidas, com recurso a tecnologia 4D. Para este fim, o laboratório já estabeleceu protocolos com diversas instituições hospitalares.

uma boa notícia, verdade?




notícia publicada por ALERT Life Sciences Computing, S.A. a 25 de Fevereiro de 2010
 http://portal.alert-online.com/noticias_de_saude/?key=680B3D50093A6A002E42140A321A2A5C0B683E0A76075176655C72

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bebés choram ... na sua língua materna!!




Será que o choro dos bebés é igual?

Os entendidos dizem que não!

Foi publicado um Estudo  na «Current Biology», efectuado por investigadores da Universidade de Würzburg, que compara o choro de recém-nascidos franceses e alemães e (curiosamente !!!...) parece que os bebés choram na sua língua materna.


 O artigo publicado:"Newborns' Cry Melody Is Shaped by Their Native Language" é muito interessante , pelo que aqui fica a transcrição :


                                
"Desengane-se quem pensava que os todos os bebés choravam da mesma forma.
Um estudo da Universidade de Würzburg revela que, na verdade, os bebés choram na sua língua materna. Os investigadores analisaram o choro de 60 recém-nascidos, metade de famílias de língua francesa e outra metade alemã, entre três e cinco dias depois do seu nascimento e chegaram à conclusão de que os bebés captam elementos do que será o seu idioma ainda na barriga da mãe.




 Choro de recém-nascido francês à esquerda e alemão à direita

A antropóloga Kathleen Wermke, uma das investigadoras, explica que os recém-nascidos “não só são capazes de reproduzir tonalidades sonoras distintas quando choram como também utilizam as ‘pautas’ típicas do idioma que ouviram no último trimestre da gestação”.


As investigações realçam assim a importância do choro no desenvolvimento da linguagem.



Na experiência verificou-se que os bebés franceses tinham tendência para chorar num tom ascendente enquanto os alemães num tom descendente. Esta é uma característica que diferencia as duas línguas.


O Choro é importante para o desenvolvimento da linguagem

Já se sabia que a exposição ao idioma antes do nascimento tinha influência na percepção dos recém-nascidos. Contudo, pensava-se que os efeitos na pronunciação de sons aconteciam muito mais tarde.




O estudo acrescenta que os recém-nascidos percebem o conteúdo emocional das mensagens da mãe pela entoação e sentem uma forte motivação para a imitar,
tendo como finalidade a criação de laços afectivos.
De resto, a entoação da mãe é o único aspecto da linguagem que conseguem imitar.



Artigo: Newborns' Cry Melody Is Shaped by Their Native Language


segunda-feira, 2 de junho de 2008

a múSIca dos AfecTOs ...o sentIR dos fetos


... a múSIca dos AfecTOs ...
(2ª parte)

Os sons são importantes na vida intra-uterina:

traduzem-se inicialmente numa comunicação da mãe

(das "vibrações" emocionais e dos pensamentos)

para o bebê.

Os sons sensibilizam o bebé desde a gestação, já que o meio ambiente do feto é rico em estimulação acústica proveniente do interior e do exterior do corpo da mãe. Este estímulo vibro-acústico (que se propaga pelo "oceano uterino", ou seja pelo líquido amniótico) tem sido estudado já há algum tempo, e é considerado como o estímulo mais potente, capaz de induzir mudanças na motilidade fetal e na frequência dos batimentos cardíacos do feto.
A este propósito, Bicudo(2005)** enuncia os estudos de Feijo* efectuados nesta área: observaram-se as consequências da associação de um trecho musical apresentado durante doze minutos com relaxamento materno profundo. Esse mesmo trecho foi tocado em intervalos diferentes durante a gravidez. Constatou-se que o feto respondia muito mais cedo a esta estimulação familiar e interpretou-se essa reacção como uma antecipação do estado de conforto induzido pela estimulação materna.

*J. Feijo. Le fetus, pp.192-209.
**Bicudo, Maria Lúcia P.W. , (2005) : “A importância do som, da palavra e da voz na harmonização do ser”. São Paulo, Ed. Altana. Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

a múSIca dos AfecTOs ... o sentIR dos fetos

(3ª parte)

...

... a múSIca dos AfecTOs ...

... o sentIR dos fetos ...

...

eXIStem formas de proMOVEr a estimulAÇÃO fetal ?

o que sabEM os FETOs?


Marie-Claire Busnel* escreveu que ... "O feto passou recentemente do status de estrutura puramente fisiológica ao do ser sensível. Mas isso não quer dizer que ele tenha as mesmas capacidades de um adulto. Os seus órgãos em formação ainda são frágeis, e um excesso de estímulo pode alterar a evolução funcional normal.




Assim, o feto já tem uma certa percepção tanto do meio externo quanto do meio interno através dos sabores, dos odores, dos contatos táteis e dos sons.



Ele percebe os movimentos de sua mãe, suas carícias, o que ela consome e as mudanças psicológicas que refletem os estados emocionais maternos. Esses conceitos, revelados pela experimentação e que confirmam algumas das coisas que as mães "sentem", geram novas atitudes para com a gestação e o nascimento. As mães, conscientes das capacidades de seu bebê desde antes do nascimento, permitem-se estabelecer uma relação precoce com seu feto, assim como muitos pais." **



... COmUNIcação para ... o bebé ...


Na múSIca dos AfecTOs ... o sentIR dos fetos

A nossa vida é feita de ritmos e sons: da respiração, das palavras ditas, da nossa voz, das músicas que escutamos.

A vida (intrauterina) é abraçada pela a influência dos sons – harmonia, ritmo, melodia .

A vida (intrauterina) é abraçada pela importância da voz, do canto e da fala.



Como é que a múSIca dos AfecTOs ... afecta o sentIR dos fetos?

Ouvir boa música, contar histórias e falar "a carinhosa palavra" são maneiras de interagirmos com o novo ser de uma forma muito mais harmoniosa e completa.

Ao trabalhar o equilíbrio da mãe, trabalha-se o equilíbrio da criança no útero.

para a múSIca dos AfecTOs ... afectar o sentIR dos fetos, é também preciso ...

... valorizar a VOZ do PAI

(também ela importante: a energia desta voz, interagindo desde o início da gestação).

E sobretudo, que as palavras sejam amorosas, afectuosas, numa linguagem



de coração para



a CORoAÇÂO

"do rei que está dentro da barriga".





a propósito da múSIca dos AfecTOs ... o sentIR dos fetos

sugiro que consultem/leiam:


  1. "Palavras para nascer", de Myriam Szejered. - São Paulo - Casa do Psicólogo - 1999
  2. L’Haptonomie périnatale (A haptonomia perinatal), de Catherine Dolto-Tolitch, CD Gallimard, coleção A voix Haute, Paris, 1999.
  3. L’Eveil sensoriel de mon enfant (O despertar sensorial de meu filho), de Claudie Gordon-Pomaref, Editora Hachette-Parents, Paris, 1995.
  4. http://musicoterapia.com.sapo.pt/



*Marie-Claire Busnel Laboratório de Psicobiologia do Desenvolvimento-Paris



**L’Aube des sens (A alvorada dos sentidos), de Marie-Claire Busnel e Eric Herbinet, Editora Stock, 8a edição, Paris, 1991.

a múSIca dos AfecTOs ...o sentIR dos fetos

... a múSIca dos AfecTOs ...
(1ª parte)

Os sons são importantes na vida intra-uterina:

traduzem-se inicialmente numa comunicação da mãe

(das "vibrações" emocionais e dos pensamentos)

para o bebê.

Actualmente, sabe-se que o coração começa a pulsar antes ainda do cérebro se formar. e a investigação produzida até ao momento parece indicar que há no feto um cérebro emocional bem antes de haver um cérebro racional.

Quando o embrião se "aninha" no útero materno, "envolve-se" (e desenvolve-se!) no corpo da mãe como se fosse um dos seus orgãos; o seu corpo em (des) envolvimento é nutrido por um outro corpo que o acolhe, sendo a sensação de bem-estar produzida pelos sentimentos de prazer e alegria que a mãe possa estar a viver.

Segundo Maria Lúcia P.W. Bicudo*

"... O meio ambiente do feto é rico em estimulação acústica proveniente do interior do corpo da mãe através do seu comer, beber, respirar, dos batimentos cardíacos, de suas vocalizações e dos ruídos ambientais atenuados. Porém, o som mais frequente que o feto ouve é o da pulsação da principal artéria abdominal e o segundo mais frequente é o da voz da mãe." **

A riqueza e a importância

dos sons na vida intra-uterina configuram

A Gravidez numa outra perspectiva:

a de "um canal", através do qual as mães começam a comunicar com a nova vida.

A relevância da experiência auditiva pré-natal
tem sido demonstrada pelos
estudos conhecidos de De Casper e seus colaboradores
que provaram

a preferência do bebê pela voz familiar da sua mãe,
o efeito tranquilizador da exposição ao som dos batimentos cardíacos da mesma após o nascimento
e a preferência revelada pelo bebê para ouvir o som de histórias familiares que haviam sido lidas pela sua mãe antes do nascimento.



... a múSIca dos AfecTOs ...

... aFEcta o sentIR dos fetos ...


* Maria Lúcia P.W. Bicudo, fundadora da ONG Amigas do Parto, é enfermeira, fonoaudióloga e sociológa.

** dissertação de Mestrado defendida em Maio de 2005, com o título: “A importância do som, da palavra e da voz na harmonização do ser e sua religação com o sagrado. Por uma nova releitura da Fonoaudiologia”, publicada em Setembro de 2005: “A importância do som, da palavra e da voz na harmonização do ser”. São Paulo, Ed. Altana. E-mail: mluciabicudo@uol.com.br


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